'As equipas multidisciplinares são cruciais para o tratamento das DPI.'
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'Tenho um forte interesse em desvendar a DPI.'
'Todos os países deveriam ter um centro de referência para as DPI.'
'Os cuidados e a investigação das DPI são verdadeiramente um esforço conjunto.'
'Esperamos tornar a vida dos doentes com DPI um pouco mais confortável.'
'Conhecer doentes com a mesma condição pode significar muito para os doentes com DPI.'
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Complementar as orientações para a FPI com a experiência clínica
Quando se vai a um médico especialista, espera-se ouvir respostas definitivas sobre as questões mais preocupantes. Contudo, os médicos são humanos e o progresso científico é por vezes mais lento do que gostaríamos. Embora se tenham feito muitos progressos na Fibrose Pulmonar Idiopática (FPI) nos últimos 15 anos, há aspectos que continuam por esclarecer. Agora, os investigadores fornecem orientações para estas questões difíceis que são colocadas pelos doentes na prática clínica diária.
'O que é a FPI? Difícil de responder porque em muitos casos não se pode fazer um diagnóstico definitivo de FPI.'
Argyris Tzouvelekis e os seus colegas listaram 4 das questões colocadas com maior frequência na sua prática clínica diária e que são difíceis de responder. A questão colocada com maior frequência na prática clínica diária é: "O que é a FPI?". É difícil de responder porque em muitos casos não se pode fazer um diagnóstico definitivo de FPI. Por exemplo, as orientações recomendam uma biópsia pulmonar para estabelecer um diagnóstico definitivo em casos de “possível" FPI, mas tal muitas vezes não é desejável devido ao risco de complicações. A segunda questão colocada com maior frequência tem uma componente emocional forte: "Porquê eu?". Também é difícil de responder, uma vez que não está claro o que causa FPI exactamente. Embora se tenham encontrado alguns factores de risco, isto não prova que estes factores de risco provoquem de facto a doença.
Outra questão desafiadora diz respeito à terapêutica: "Qual o tratamento que me recomenda?". As recomendações das orientações estão principalmente baseadas em ensaios focados em doentes com FPI ligeira a moderada. No entanto, isto não reflecte a população mais ampla com FPI tratada na prática clínica diária. E o que pensar da situação quando, de acordo com as recomendações, for necessário um transplante pulmonar mas não existirem centros de transplantação pulmonar, como é o caso da Grécia?
A última questão enviada colocada aos investigadores é: "Quanto tempo de vida tenho?". Esta poderá ser a questão mais crítica quando se é diagnosticado com uma doença com um prognóstico de três a cinco anos. No entanto, podem ser distinguidos diferentes grupos de FPI com diferentes taxas de progressão. É porém impossível prever se a FPI irá ou não progredir rapidamente.
Tzouvelekis e os seus colegas concluiram que uma limitação importante das orientações actuais assenta no facto das recomendações não parecerem aplicar-se a subpopulações de doentes específicas. Assim, defendem complementar as orientações com a experiência clínica dos centros de referência de todo o mundo para fornecer orientações práticas e respostas realistas às questões dos doentes.
Bibliografia:
Tzouvelekis A, Tzilas V, et al. Diagnostic and prognostic challenges in Idiopathic Pulmonary Fibrosis: A patient’s "Q and A" approach. Pulm Pharmacol Ther 2017;42:21-4.
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